Perante a percentagem de queixas-crime versus arquivamentos, consideramos existir um desfasamento entre a denúncia da situação violenta e a decisão judicial. Constatamos que há aspetos inerentes ao processo-crime para os quais a vítima necessita de suporte psicossocial para na vulnerabilidade conseguir continuar com o processo e não ser apenas testemunha do seu arquivamento. O arquivamento reúne as condições ótimas para a manutenção dos padrões e dinâmicas violentas na relação e nas próximas gerações. Afigura-se não ser suficiente o conhecimento das leis, mas a capacidade para identificar e valorar significados às diferentes expressões da violência. O nosso objetivo passa por reduzir o índice de atrito, ou seja, reduzir a percentagem dos casos arquivados que assim saem do sistema de justiça. Estas são situações que se tornarão mais resistentes a reentrar no sistema, porque se desacredita e revitimiza. Acreditamos ser essencial um ponto de apoio local extra policial e judicial que articule com os diferentes interlocutores do sistema promovendo uma posição mais adequada da vítima.
Promotores
Centro Social Paroquial São Maximiliano Kolbe
Parceiros
Ponto de Apoio à Vida
Modos de Fazer
coaching
Atividades
apoio e entreajuda
saúde e bem-estar
avaliação, planeamento, coordenação e gestão
diagnóstico, mapeamento, estratégias e estudos
justiça, legislação, regulamentação e direitos
desenvolvimento pessoal
Ações
ponto de apoio à vítima
aconselhamento parental
acessoria técnica
avaliação
aconselhamento jurídico
acompanhamento psicológico
Destinatarios
família
vítimas de violência doméstica
Localizações
Marvila
Lisboa
Zonas do Programa
Condado